Já não é de agora que as questões acerca da Segurança Rodoviária se levantam. Portugal é dos países europeus com maior taxa de sinistralidade rodoviária, embora continuem a afirmar que esta taxa tem vindo a decrescer.
Esta semana foi extremamente dramática nas estradas portuguesas. Não houve um único dia que notícias sobre acidentes e atropelamentos não fizessem parte do alinhamento do telejornal. Pessoalmente não tenho memória de uma semana tão trágica.
Na segunda-feira assistimos a um acidente na A23, que vitimou 16 pessoas e feriu mais de 20, foi desde a queda da ponte de Entre-Os-Rios o mais trágico ocorrido nas estradas portuguesas. Nesse mesmo dia, à noite, uma brutal colisão entre dois veículos em Albufeira na EN125 matou 2 pessoas e feriu uma com gravidade. Curiosamente, nesse mesmo dia, tinha tido lugar, da parte da manhã, uma iniciativa da Associação de Cidadãos Auto – Mobilizados junto à passadeira da Praça do Comércio, onde foram atropeladas 3 pessoas.
Na terça-feira somos “sacudidos” com mais um caso de atropelamento. Em Tires, duas crianças de 4 e 6 anos, acompanhadas pela avó são colhidas em plena passadeira. Depois de na semana passada ter ocorrido um caso similar na Praça do Comércio que vitimou mãe e filha.
Chegamos a quarta-feira e mais uma notícia trágica. Maria Amélia Guímaro, deputada da Assembleia Municipal da Figueira da Foz passeava com o marido na EN109 quando foi colhida por um Mercedes. Não resistiu aos ferimentos.
Na quinta-feira, o cenário é a IC2. Um pesado “esmaga” um automóvel. Uma vítima mortal a lamentar.
Devemos encarar estes cenários como verdadeiras catástrofes nacionais. Não podemos lavar as mãos e fingir que está tudo bem. Algo deve ser feito para acabar com a mortandade nas estradas portuguesas.
A raiz do problema até pode ser fácil de detectar. Em Portugal praticamente não existe civismo rodoviário. Sinais luminosos, e outros que tal não fazem qualquer sentido na cabeça dos condutores. A juntar a isto, a mediocridade de algumas estradas que se transformam em verdadeiros corredores da morte.
Que podemos fazer? Criar condições, desde cedo, para que os jovens condutores de amanhã sejam mais cívicos e respeitadores. Só desta forma poderemos contribuir para a paz na estrada.
Fábio Canceiro
Sub Director