Marisa Alexandra Batista*
Na passada quarta-feira os cinemas do Freeport Alcochete preparam-se para receber uma ante-estreia fora do normal. Refiro-me à ante-estreia do filme Corrupção. Se o nome não provoca qualquer espécie de flash na sua cabeça trata-se do filme sobre o livro de Carolina Salgado, ex-“mulher” do Pinto da Costa (Presidente do FCP).
Há muitos livros que dão origem a filmes. Contudo, poucos são os que recebem tanto interesse por parte da imprensa. O livro foi citado na imprensa e até mesmo o filme viu o seu diário de rodagem ser publicado dia após dia.
Na semana que antecedeu a ante-estreia o filme voltou a ser notícia. A actriz Margarida Vila-Nova não apareceu na apresentação do filme. E o realizador, João Botelho, não assinou o filme por razões contratuais e devido às alterações que o produtor, António Cebrian Valente, fez na montagem.
A ante-estreia ficou marcada pela passadeira vermelha, limusinas, confetis, concerto, muitas caras conhecidas, bar aberto, flashes e um cenário magnífico. Carolina Salgado foi o gosto mais aguardado e seguido do evento. Era preciso fotografar e conseguir declarações. Sem ela nada daquilo teria sido possível.
João Botelho, Leonor Pinhão e Margarida Vila-Nova não marcaram presença. Corrupção é o primeiro filme europeu sem realizador. Algo inédito uma vez que a lei do Audiovisual existente na Europa protege o realizador. E deve prevalecer sempre a versão do realizador. Algo que acabou por não acontecer neste caso. Existe ainda muito por explicar. Há ainda a hipótese de João Botelho vir a publicar ou exibir a sua versão do filme.
Corrupção termina a trama com um “Continua” e eu… fico aqui à espera dos próximos capítulos.
* Directora